terça-feira, 9 de setembro de 2014

São Pedro Claver - 09 de Setembro




São Pedro Claver, cuidava dos escravos

Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual
O papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: “Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo”.
Nasceu em Verdú, na Catalunha (Espanha) em 1580. Desejando os piedosos pais consagrar o filho ao serviço do altar, enviaram Pedro à Salsona para estudar os primeiros elementos da gramática. Com 15 anos, o Bispo de Salsona conferiu-lhe a primeira tonsura e, aos 21 anos, entrou na Companhia de Jesus em Barcelona. Pedro era devotíssimo da Virgem Maria e um profundo adorador de Jesus Eucarístico. Após os estudos, Pedro foi ordenado sacerdote e enviado como missionário à Cartagena, porto da Colômbia, onde viveu seu apostolado entre os escravos por mais de quarenta anos.
Em Cartagena, Pedro Claver estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde a cada ano chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos.
Os escravos trazidos ou “roubados” da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.
Sem dúvida, o mercado dos escravos foi a página mais vergonhosa da colonização das Américas. Muitos missionários levantaram a voz contra esta desumanidade, mas sofriam perseguições e eram expulsos. O Papa proibiu repetidas vezes o comércio de escravos, mas a voz da Igreja não comovia a dureza dos comerciantes e nem das autoridades.
Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos.
No dia 3 de abril de 1622, Pedro Claver acrescentou aos votos religiosos de sua profissão mais um voto: o de gastar a vida inteira ao serviço dos negros escravos. Testificando este voto, escreveu de próprio punho: “para sempre escravo dos negros”.
Vítima da caridade, acabou morrendo em 1654, com 74 anos de idade e 52 anos de vida religiosa, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.
Foi declarado pelo Papa Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.
São Pedro Claver, rogai por nós!
Os escravos negros que chegavam em enormes navios negreiros ao porto de Cartagena, na Colômbia, eram recepcionados e aliviados de suas dores e sofrimentos por um missionário que, além de alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e dar-lhes esperança. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.
Esse missionário era Pedro de Claver, nascido no povoado de Verdú, em Barcelona, na Espanha, em 26 de junho de 1580. Filho de um casal de simples camponeses muito cristãos, desde cedo revelou sua vocação. Estudou no Colégio dos Jesuítas e, em 1602, entrou para a Companhia de Jesus, para tornar-se um deles.
Quando terminou os estudos teológicos, Pedro de Claver viajou com uma missão para Cartagena, hoje cidade da Colômbia, na América do Sul. Iniciou seu apostolado antes mesmo de ser ordenado sacerdote, o que ocorreu logo em seguida, em 1616, naquela cidade. E assim, foi enviado para Carque, evangelizar os escravos que chegavam da África. Apesar de não entenderem sua língua, entendiam a linguagem do amor, da caridade e do sentimento cristão e paternal que emanavam daquele padre santo. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.
Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles as mesmas agruras. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.
Durante a peste, em 1650, ele foi o primeiro a oferecer-se para tratar os doentes. As conseqüências foram fatais: em sua peregrinação entre os contaminados, foi atacado pela epidemia, que o deixou paralítico. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro de Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 8 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.
Foi canonizado pelo papa Leão XIII em 1888. São Pedro Claver foi proclamado padroeiro especial de todas as missões católicas entre os negros em 1896. Sua festa, em razão da solenidade mariana, foi marcada para 9 de setembro, dia seguinte ao da data em que se celebra a sua morte.
FONTE: Paulinas em 2014

São Pedro Claver

Nasceu em 1581 na Espanha, e desde menino mostrou grandes qualidades de inteligência e de espírito, sendo destinado por seus pais ao serviço da Igreja. Ao terminar seus estudos na universidade de Barcelona, e após receber as ordens menores, o santo foi aceito pela Companhia de Jesus.
Graças à influência e conselhos de São Alfonso Rodríguez -porteiro do mosteiro jesuíta onde São Pedro vivia- o santo decidiu abandonar a Espanha em 1610 para assumir as missões de evangelização nas Índias Ocidentais, especificamente na colônia de Nova Granada, hoje república da Colômbia.
Em 1615 foi ordenado sacerdote em Cartagena, e foi aí onde o santo, ao ver a entrega e serviço do Pe. Alfonso Sandoval pelos milhares de escravos negros provenientes da África, tomou a decisão de converter-se em " escravo dos negros para sempre" e em que apesar de seu acanhamento e falta de confiança em si mesmo, o santo se entregou a aquela missão com tenacidade e muito entusiasmo. Seus trabalhos começavam com a visita quase diária aos barracos no porto, onde conversava e pregava a palavra de Deus, obtendo a conversão e o batismo de milhares deles. Além disso, atendia a numerosos doentes e moribundos, a quem levava remédios e mantimentos, e aos meninos, alguns doces e balas. Sua obra evangelizadora também se estendeu pelos vales e fazendas onde o santo ia pregar e velar pelo cuidado de seus "negros", não sem antes vencer dificuldades e penúrias por parte dos fazendeiros.
A intensa atividade do santo deteriorou sua saúde, e logo depois de benzer a seu sucessor em sua missão, apostólica faleceu em 8 de setembro de 1654, dia da Natividade de Nossa Senhora, e em meio de grandes mostra de amor e carinho popular. Foi canonizado em 1888, ao mesmo tempo que seu grande amigo São Alfonso Rodríguez.

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